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João Fernandes, deputy to the women's team, talks about the challenge of returning to the CAB and basketball

Author

CAB Madeira

Date Published

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João Fernandes está de regresso ao CAB, uma casa que conhece muito bem e onde já foi feliz. Após um afastamento de doze anos da modalidade, o ténico regressa aos Amigos do Basquete para desempenhar as funções de adjunto da equipa feminina e de treinador principal da equipa de sub-16 masculinos. O Site Oficial do CAB esteve à conversa com o treinador João Freitas e perguntou-lhe sobre os desafios de voltar 'ao activo' numa modalidade e num clube que represneta muito para si, a nível pessoal. Aqui deixamos o registo dessa conversa: Qual é a sensação de regressar ao basquetebol e a uma casa que conheces bem? É uma sensação muito boa. Para quem pensava que já não voltava mais ao basquetebol, foi uma enorme alegria receber o convite do CAB, por sinal, o clube que me trouxe para a Madeira há 20 anos e por aqui fiquei. É uma casa que continua a ser bem conhecida, uma família, onde eu espero poder continuar a dar o meu contributo positivo. Quero desde já agradecer a confiança que a direção, na pessoa do seu presidente, Francisco Gomes, depositou neste meu regresso ao CAB, bem como, ao meu antigo companheiro de casa, João Pedro Vieira. Foi bom lembrarem-se de mim, e agora, espero poder corresponder às expectativas que os levaram a trazer-me de volta a uma modalidade à qual dediquei muitos aos da minha vida, e onde já vivi momentos muito felizes, nomeadamente, aqui na Madeira e no CAB. Sentes que, nos anos em que estiveste afastado, o jogo mudou muito? Como? Sinto que o jogo não mudou muito. Os atletas são mais fortes fisicamente, mas ainda se cometem os mesmos erros que se cometiam há alguns anos trás. É claro que houve evolução em termos tácticos, não só em termos defensivos, como ao nível dos movimentos ofensivos. Mas os princípios do basquetebol continuam iguais. É um grande desafio para mim como treinador após esta longa ausência, mas acredito que posso ajudar a formar atletas. Já foste campeão nacional pelo CAB e agora estás novamente na equipa técnica de uma equipa que luta por títulos. A Liga Feminina está, hoje, mais competitiva do que quando orientaste o CAB? A Liga está mais competitiva apesar do momento económico difícil em que vivemos. Com menos dinheiro, os clubes dedicaram mais atenção à formação e também têm mais cuidado nas escolhas que fazem em relação às atletas estrangeiras. Por outro lado, há cada vez mais meios de apoio para a escolha dessas jogadoras que têm de fazer a diferença na equipa e contribuir também para a evolução de jogadoras portuguesas mais jovens. Ao nível de candidatos à vitória final, se calhar, haverá o mesmo número de clubes (4 ou 5) que havia nos anos anteriores em que eu treinei o CAB. Na tua opinião, qual é o principal desafio da equipa feminina? Na minha opinião, a equipa feminina têm um grande desafio que por vezes é difícil de conciliar... O CAB está habituado a lutar por títulos, mas também tem um grande carinho pelas suas jogadoras jovens e formadas no clube. Lançar atletas ainda com pouca maturidade competitiva e estar “obrigado” a vencer, nem sempre é fácil. Mas este facto também ajuda ao crescimento dessas jogadoras, pois só podem melhorar, jogando ao mais alto nível e defrontando as melhores. Há que ter alguma paciência e acreditar que é possível ser campeão e jogar com muita gente “made in CAB". Além de trabalhares na equipa feminina, também orientas o escalão de sub-16 masculinos. Qual é a sensação de voltar a trabalhar na Formação? É verdade que eu ganhei títulos ao nível das seniores, mas foi na formação que comecei, ainda muito jovem. Foi ai onde vivi alguns dos melhores momentos como treinador, formando atletas e ganhando competições a nível regional e nacional. Depois desta minha ausência, seria natural voltar a trabalhar ao nível da formação. Eu gosto de trabalhar com jovens e ensinar os fundamentos. Claro que como todos os treinadores e jogadores quero vencer. É com esta filosofia que me vou apresentar a esta equipa de sub-16 do CAB, tendo como principio, que teremos de construir um grupo unido, com vontade de trabalhar e aprender, sendo certo que a defesa terá de ser base do nosso sucesso. Quais são os objectivos para a equipa de sub-16? Nesta equipa de sub-16 o objetivo é claro: formar jogadores, torná-los aptos a poder integrar a equipa principal do CAB num futuro próximo, seguindo princípios e ideias traçadas pelo coordenador do setor masculino. Quanto às competições, evidentemente, que queremos vencer todas, sabendo que não será tarefa fácil e só com muito trabalho e dedicação tal poderá acontecer. Só depois de conhecer o nível competitivo é que poderei ter uma ideia mais claro daquilo que poderá ser esta época em termos competição regional e uma possível participação nacional. Que mensagens queres transmitir aos teus atletas, como treinador? Apenas peço que tenham empenho nos treinos e que queiram vencer. Depois, com o trabalho coletivo, poderemos alcançar os sonhos que todos eles por certo terão. Esta é uma idade decisiva em termos de ambições ao nível do basquetebol.